Aracaju, 16 de Abril de 2021

SBHI lança Campanha “Mulheres Também Infartam”

Especialistas alertam: sintomas nas mulheres são diferentes dos homens e podem causar atendimento mais lento
28/02/2021 09h:42 - Por Com informações da SBHI Foto: Pexels

 

 

Mais de 100 mil pessoas morrem todos os anos vítimas de infarto no Brasil. Engana-se quem pensa que a doença é só coisa de homem. As doenças cardiovasculares são as que mais matam as mulheres, segundo o DataSUS (2018). No nosso país 30% das mulheres morrem de doenças cardiovasculares, este número é oito vezes maior que o câncer de mama.

 

Com o objetivo de alertar para os riscos do infarto entre o público feminino, a Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), lançou a campanha “Mulheres Também Infartam”. Orientações para prevenir as doenças cardiovasculares e alertas sobre os sinais e sintomas do infarto são as principais bandeiras da ação, que também deseja chamar a atenção dos profissionais da área da saúde para a importância de identificar e tratar rapidamente a doença, assim como prevenir e reduzir mortes.

 

Segundo os especialistas, o infarto em mulheres é subdiagnosticado, ainda mais em tempos de COVID-19, já que também pode provocar sintomas atípicos e atraso no início do tratamento por receio de procurar um hospital.

 

Sintomas diferentes

 

A campanha destaca que os sintomas nas mulheres são diferentes dos observados nos homens. Muitas vezes, por desconhecimento, o socorro dado à mulher é mais lento e o protocolo usado para identificar o infarto neles não é aplicado nelas.

 

Estudo publicado no Jornal da Associação Médica Americana apontou as principais diferenças entre os sintomas do infarto nos homens e nas mulheres.

 

De acordo com o estudo, uma das principais diferenças é que cerca de 40% das mulheres que infartam não apresentam os sintomas típicos observados nos homens, como a dor forte no peito que se irradia para os membros e a mandíbula.

 

A dor nas mulheres costuma ser menos intensa e muitas vezes surge acompanhada de sintomas não específicos, como náuseas e fraqueza.

 

Essa diferença entre os sexos fica evidente quando se analisam pacientes com idade inferior a 65 anos.

 

Reforço na campanha

 

A campanha, que é sem fins lucrativos, ganhou um reforço e tanto. A médica anestesiologista e cantora Rosa Avilla, sensibilizada com a causa, compôs e gravou um tema musical para aproximar e incentivar as mulheres a cuidarem mais de seus corações. Nele, as mulheres são convidadas à reflexão: “Conscientize-se do quanto seu coração é importante e pode ser vulnerável. Cuide bem dele para que possa cuidar também de quem você tanto ama”.

 

A campanha pode ser acompanhada no Facebook, no Instagram @mulherestambéminfartam e no canal do Youtube “Mulheres também Infartam”.

 

 

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