Aracaju, 11 de Maio de 2021

Um “Raio de Sol” na vida de mais de 600 pessoas

Há mais de 25 anos, Carolyn de Carvalho e sua equipe multidisciplinar leva esperança e apoio a crianças, jovens e adultos com necessidades especiais
25/10/2020 10h:13 - Por Da redação - Foto: Arquivo Raio de Sol

Em 1979, a americana nascida no estado da Califórnia, Carolyn Chase Freire de Carvalho, chegou a Aracaju através do programa assistencial Voluntários da Paz. Carolyn era recém-formada em Terapia Ocupacional pela Boston University (EUA) e percebeu uma necessidade urgente em Sergipe.

 

“O tratamento ao deficiente físico e intelectual era muito antiquado naquela época. Além disso, eram quase inexistente”, lembra a terapeuta.

 

Na época, Carolyn implantou o Serviço de Reabilitação Pediátrica no Centro de Reabilitação Ninota Garcia, onde permaneceu por dois anos.

 

“Fui adiando minha saída do Brasil, para continuar atendendo as crianças, pois além da demanda ser muito grande as mães pediam que continuasse os atendimentos”, relata.

 

Com um grupo de amigos, Carolyn criou a instituição Rosa Azul, com o objetivo de desenvolver um trabalho multidisciplinar para atendimento a crianças e adolescentes com necessidades especiais. Um trabalho considerado pioneiro no estado.

 

Em 1999, o Rosa Azul passou a ser o Centro de Integração Raio de Sol – CIRAS. Este ano, a ONG foi selecionada pelo programa Criança Esperança, da Rede Globo. Com o auxílio do Criança Esperança, o CIRAS deverá construir um Centro de Psicomotricidade para atender melhor às crianças autistas.

 

 

 

                                                                                                                                     Foto: Arquivo de Carolyn

 

 

Hoje o centro tem uma área de cerca de 20 mil metros quadrados, no bairro Santa Maria, em Aracau/SE, com núcleos de atendimento em diversas especialidades. Ele atende pessoas de todo o estado – sendo 80% da Grande Aracaju –, com diversos tipos de necessidades especiais, com deficiências intelectuais e motoras, além de dar assistência psicológica e até material para as famílias dos assistidos.

 

 

 

Atendimento na pandemia

 

Até antes da pandemia, a ONG atendia cerca de 800 pessoas, entre crianças, adolescente e também adultos. Mesmo com a pandemia, o CIRAS continuou atendendo, a maior parte remotamente.

 

“Nós ficamos parados no mês de março, mas vimos que não seria possível parar totalmente, porque tem tratamento que não pode ser interrompido, pois causaria retrocesso. Em abril voltamos a fazer a fisioterapia, com todos os cuidados necessários. Hoje estamos  atendendo há cerca de 300 pessoas presencialmente, com agendamento prévio”, disse.

 

 

 

                                                                                                    Atendimento antes da pandemia era de cerca de 800 pessoas

 

 

 

Carolyn disse que nada disso seria possível sem a equipe abnegada e de compromisso com a causa social do Centro Raio de Sol, formada em sua maioria por mulheres.

 

“Acredito que por coincidência (risos). Na coordenação, por exemplo, a maioria é composta por assistentes sociais, psicopedagogas, profissões que ainda tem um público predominantemente feminino”, justifica.

 

Para Carolyn, há mais de 40 anos dedicados à assistência ao outro, o momento atual é muito crítico, e ressalta a importância da doação e ajuda ao próximo.

 

A ajuda do Programa Criança Esperança, da Rede Globo, só deverá chegar no ano que vêm e será destinado a um projeto específico, o “Movimente-se”. Por isso, as doações são essenciais para dar continuidade à instituição.

 

Para doar, entre no site www.ciras.org.br ou pelo call center: (79)3012-2184.

 

 

 

                               

 

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