Aracaju, 11 de Maio de 2021

Duas mulheres vencem o Nobel de Química 2020

07/10/2020 09h:34 - Por Agência Reuters - Foto: Agência Reuters/Eloy Alonso

As pesquisadoras Emmanuelle Charpentier e Jennifer A. Doudna receberam nesta quarta-feira, 7, o Prêmio Nobel de Química por seus trabalhos pelo "desenvolvimento de métodos para editar o genoma". O secretário geral da Academia Real de Ciências da Suécia, Göran Hansson, resumiu as descobertas como a "reescrita do código da vida".

 

A dupla da França e dos Estados Unidos recebeu o prêmio pela descoberta de uma maneira mais rápida de fazer a edição do genoma, denominada de tesoura genética CRISPR/Cas9”. De acordo com a Academia Real de Ciências, com essa ferramenta é possível alterar o DNA de animais , plantas e microorganismos com extrema precisão”.

 

O trabalho é considerado revolucionário ao abrir caminho para novas terapias contra cânceres, assim como "pode tornar realidade o sonho de curar doenças hereditárias", aponta o comitê. As duas vão dividir igualmente o prêmio de 10 milhões de coroas suecas.

 

 

Sobre as pequisadoras

 

 

Emmanuelle Charpentier nasceu em 1968 em Juvisy-sur-Orge, França. Obteve seu Ph.D. em 1995 no Instituto Pasteur, em Paris, França. É diretora da Unidade Max Planck para a Ciência de Patógenos, em Berlim, Alemanha.

 

Jennifer A. Doudna nasceu em 1964 em Washington, D.C, nos EUA. Obteve seu Ph.D. em 1989 na Escola Médica de Harvard, em Boston, EUA. É professora da Universidade da Califórnia, em Berkeley, EUA e pesquisadora do Instituto Médico Howard Hughes.

 

As duas cientistas se somam a um grupo de pouquíssimas mulheres que já receberam o Nobel de Química desde 1901. Antes delas, apenas cinco outras pesquisadoras tinham sido laureadas.

 

  • 1911 - Marie Curie (que também havia recebido o Nobel de Física em 1903)
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  • 1935 - Irène Joliot-Curie (filha de Maria Curie, dividiu o prêmio com o marido Frédéric Joliot)
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  • 1964 - Dorothy Crowfoot Hodgkin
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  • 2009 - Ada Yonath
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  • 2018 - Frances H. Arnold
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"Espero que essa premiação ofereça um exemplo positivo, especialmente para as jovens que queiram seguir o caminho das ciências, mostrando que as mulheres também podem ganhar prêmios mais importantes e ter um impacto positivo nas pesquisas", disse Emmanuelle.

 

 

 

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