Aracaju, 11 de Maio de 2021

Doutoras sergipanas ganham prêmio Capes de Tese 2020

16/10/2020 09h:41 - Por Ascom/UFS - Foto: Divulgação

As doutoras Paula dos Passos Menezes e Caroline Murta Lemos receberam o Prêmio Capes de Teses 2020, nas áreas de Medicina e Arqueologia, respectivamente. Já em sua 15ª edição, o Prêmio Capes de Tese busca reconhecer os melhores trabalhos de conclusão de doutorado defendidos em programas de pós-graduação brasileiros.

 

“Essas premiações corroboram os últimos resultados de destaque da UFS no cenário nacional e internacional, tais como estar entre as oito melhores universidades do país, segundo o World University Rankings 2021 e ser a instituição de maior impacto do Brasil em pesquisas de Ciências da Saúde, segundo o relatório Research in Brazil: Funding Excellence da Clarivate Analytics”, destaca o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa (Posgrap), Lucindo Quintans.

 

Ele acrescenta a importância das parcerias para desenvolvimento das pesquisas. "Um dos trabalhos contou com a parceria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e da Oregon Health and Science University (EUA), tendo a Capes uma atuação importantíssima com o pagamento de bolsa no período em que a pesquisadora passou no Brasil e no exterior; no outro tivemos o fomento da Fapitec-SE", complementa.

 

 

Medicina

 

Com a tese “Tecnologias para estudo e tratamento da insuficiência venosa crônica: desenvolvimento de microambientes e abordagens nanotecnológicas”, a ex-aluna Paula dos Passos Menezes conquistou o prêmio sob orientação do professor Adriano Antunes, do departamento de Farmácia.

 

Paula primeiro imprimiu células-tronco em impressora 3D, tendo materiais com diferentes rigidezes e, a partir dessa plataforma, estudou como as doenças vasculares progridem. Em uma segunda etapa, de tratamento, foi desenvolvida uma meia compressiva que liberasse um fármaco derivado de um produto natural, em nanopartículas, que melhora a circulação e promove a cicatrização das úlceras.

 

Emocionada, Paula conta que “esse prêmio foi a concretização de um sonho e uma grande realização pessoal e familiar, pelos anos de dedicação à pesquisa e pelo esforço da família que sempre me apoiou.”

 

 

Arqueologia

 

A ex-aluna Caroline Murta Lemos, sob orientação do professor Andrés Zarankin, docente da UFMG e colaborador no programa de doutorado em Arqueologia, no campus Laranjeiras, venceu com a tese: “Arquitetando o terror: um estudo sensorial dos centros de detenção oficiais e clandestinos da ditadura civil-militar do Brasil (1964-1985)”.

 

 

A pesquisa de Caroline Murta é pioneira no seu tema. "Foi a primeira tese de doutorado desenvolvida no país na área da Arqueologia da Repressão e da Resistência e foi o primeiro trabalho que comparou o funcionamento dos centros de detenção da ditadura brasileira, o que reflete a excelência e o vanguardismo científico do programa de pós-graduação em arqueologia da UFS e da Fapitec-SE, instituições que possibilitaram o desenvolvimento dessa tese".

 

 

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