Aracaju, 16 de Abril de 2021

Ocupar posições de liderança ainda é desafio para mulheres

Participação feminina em altos cargos é baixa, mas CEO da Prime Talent, David Braga, ressalta que empresas com práticas machistas e excludentes estão fadadas ao fracasso.
05/03/2021 09h:09 - Por Ascom - Foto: Pixabay/Tumisu

O Dia Internacional da Mulher se aproxima, com muitas conquistas para se comemorar, mas ainda importantes reflexões a serem feitas sobre a participação delas no mercado de trabalho. Claro que a presença feminina tem aumentado ao longo dos anos. No entanto, continuam existindo disparidades em relação à equidade de oportunidades e salários.

 

Por isso, o tema sugerido pela ONU, para o debate deste ano, em 8 de março, é bastante oportuno: “Mulheres na liderança: alcançando um futuro igual em um mundo de Covid-19”. O intuito é reforçar, entre outros aspectos, que a pandemia evidenciou a eficácia superior da contribuição de profissionais de saúde, organizadoras comunitárias, líderes empresariais e chefes de Estado no enfrentamento da crise global.

 

O CEO e headhunter da Prime Talent, David Braga, argumenta que essa percepção reflete habilidades e competências que são, usualmente, inerentes às mulheres. “Diversas são as pesquisas, realizadas globalmente, comprovando que elas são mais empáticas, melhores em processos de coaching e mentoria, além de ter alta capacidade de influência, liderança e gestão de conflitos. Ainda são versáteis, têm grande adaptabilidade e se destacam em trabalho em equipe, negociação e orientação para resultados”, pontua.

 

David Braga também pontua que as mulheres costumam ser mais otimistas que os homens e, pela capacidade de ser multifunção, atuam, com maestria, nas rotinas de cuidar do emprego, da casa e dos filhos.

 

Apesar disso, o número das profissionais em posições estratégicas, no mundo corporativo, continua baixo. “Então, fica a pergunta: com tantas competências, por que as corporações, em muitos casos, insistem em não aumentar efetivamente a quantidade de mulheres em todas as posições? Afinal, elas são capazes de entregar qualquer resultado esperado pelas empresas, desde que bem preparadas”, argumenta Braga. Ele defende que é essencial “elevar o discurso” e que o tema da igualdade de gêneros deve ser tratado ao longo de todo o ano, inclusive, nos Conselhos de Administração e pelos presidentes.

 

De acordo com o headhunter, não há mais espaço para companhias que têm práticas machistas e excludentes em pleno ano de 2021. “Cada vez mais, em processos seletivos, o desejo pela diversidade, nas diversas esferas e, sobretudo, de ideias, é crescente. Não tratar dessa questão é estar fadado ao fracasso e à falência, uma vez que o público consumidor é diverso e cobra isso das organizações com veemência. Além disso, apropriar-se da sensibilidade, sensatez e assertividade femininas pode ser o diferencial que muitas empresas precisam para sobreviver aos próximos tempos, se reinventando dia após dia”, enfatiza.

 

Em paralelo, ele observa que o mercado de trabalho exige profissionais competentes e com o máximo de habilidades possíveis, independentemente de gênero, raça e demais fatores. Sendo assim, as mulheres apresentam condições suficientes para se posicionar e competir. Basta que tenham competências, habilidades e repertório técnico nas áreas em que atuam para que possam, cada vez mais, assumir escopo e posições de maior complexidade.

 

“É preciso entender que o processo de mudança não acontece da noite para o dia, e é fundamental ter consistência, resiliência e, sobretudo, competências”, conclui. A implementação de políticas público-privadas que garantam direitos e deveres iguais a homens e mulheres, a exemplo da ampliação da licença-paternidade, também é relevante para que a mulher tenha as mesmas condições de competitividade, conclui.

 

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