Aracaju, 16 de Abril de 2021

Gestão de crise: o que o público espera de pessoas e marcas canceladas

27/02/2021 09h:24 - Por Com informações da UOL LAb - Foto: Divulgação

Depois do BBB21, e os exemplos da Karol Conká e do Projota, muitas pessoas e empresas passaram a se preocupar mais com suas imagens e a cultura do cancelamento nas redes sociais.

 

A Karol começou uma tentativa de recuperação de imagem logo que saiu da casa, depois do paredão com índice record de rejeição: pediu desculpas ao público e aos ofendidos. Mas será que isso será o bastante?  O certo é que há muitos aprendizados que devem ser extraídos sobre gestão de crise, para pessoas e também para marcas, do seu exemplo.

 

O próprio público pode apontar caminhos, segundo a pesquisa “Business of Cancel Culture Study”, da Porter Novelli. O levantamento buscou ouvir o que as pessoas esperam dos cancelados, para saber como atuar numa crise de imagem desse tipo. Divulgado em janeiro, o documento parte do princípio de que “todos são passíveis de cancelamento”, segundo Whitney Dailey, vice-presidente sênior de marketing, pesquisa e insights da Porter Novelli. Isso porque 66% disseram que podem cancelar até mesmo empresas amadas, se considerarem que elas cometeram algum erro reprovável.

 

Além disso, 64% acham que as redes sociais lhes deram voz para influenciar as empresas. E 72% se sentem mais seguros para emitir suas opiniões sobre as empresas hoje. A boa notícia é que o público cancelador deseja, com isso, transformações para melhor, como mudança de métodos (38%), de posicionamento político (27%) e responsabilização de pessoas (26%).

 

 

 

Veja recomendações do que fazer em caso de cancelamento, segundo o público:

 

 

1. Assumir o erro é básico

 

Entre as ações mais esperadas pelo público, em primeiro lugar, está assumir o erro e pedir desculpas publicamente (para 43% dos respondentes). Uma boa parcela ainda espera que marcas canceladas esclareçam a situação de forma transparente (41%), explicando o porquê de seus atos e decisões. “Uma declaração pública de desculpas é um bom primeiro passo”, diz Whitney em webinar de apresentação do estudo. “Puxar a cortina para compartilhar um pouco mais sobre por que sua empresa tomou aquela ação específica ou fez aquela declaração.”

 

 

2. Trabalhar pela mudança

 

Mas não basta falar. Para sair da zona de cancelamento, o público espera que marcas demonstrem comprometimento com a mudança. Na pesquisa, 40% dos respondentes disseram esperar que empresas canceladas criem programas e políticas internas para evitar que o problema se repita. Segundo o estudo, essa talvez seja a ação mais desafiadora para as marcas, porque “deve ser sustentada e o público estará atento ao progresso que você fez”, declara Whitney.

 

 

3. Ações de reparação e responsabilização

 

Reparar o erro é outra etapa esperada das marcas canceladas. O estudo aponta que diferentes níveis de “escorregões” das empresas levam a diferentes modos de cancelamento e formas de lidar com o incidente. Mas, basicamente, os modos de reparar os danos são: a demissão imediata de pessoas responsáveis por declarações e atos ofensivos (para 33%); remoção da peça publicitária equivocada e mudança de branding (20%) e a realização de doações para associações beneficentes (17%). Segundo Whitney, a cultura do cancelamento é “uma forma de as pessoas responsabilizarem as empresas de um modo que antes não eram capazes de fazer.”

 

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