Aracaju, 16 de Abril de 2021

Empreendedoras criam startup que ajuda empresas no combate ao assédio corporativo

A SafeSpace foi criada em março de 2020 e já recebeu auxílio do Google for Startups Accelerator
30/03/2021 09h:40 - Por Com informações da Forbes Mulher - Foto: Divulgação

Google for Startups Accelerator, programa de aceleração da gigante da tecnologia, selecionou uma turma 100% formada por empresas lideradas por mulheres. Entre as 10 selecionadas está a SafeSpace, startup criada em março do ano passado para oferecer às empresas uma solução tecnológica capaz de coibir os casos de assédio no ambiente corporativo.

 

O assédio sexual é um dos grandes entraves para o ingresso e o desenvolvimento das mulheres no mundo do trabalho. A adoção do home office por grande parte das empresas, por causa da pandemia, trouxe o distanciamento físico, porém, mesmo com menor visibilidade, o crime continua acontecendo durante conversas e reuniões online.

 

Uma pesquisa inédita realizada pela consultoria de inovação social Thikk Eva em parceria com o Linkedin, divulgada em outubro do ano passado, confirmou essa realidade.  “As reuniões online se transformaram uma realidade para os grupos privilegiados, cujos assediadores são encorajados pela sensação de proteção que a tela dos computadores lhes dá. Os homens, infelizmente, não se intimidam tão facilmente e seguem vitimizando mulheres profissionais em todo o pais”.

 

A startup  SafeSpace  teve a sua primeira versão lançada em março do ano passado, pelas cofundadoras Rafaela Frankenthal (@rfrankenthal), Natalie Zarzur e Giovana Sasso (@giovannasasso). Em entrevista recente à Forbes Mulher,  Rafaela explicou que a plataforma  funciona “no modelo saas (software as a service) e pode ser acessada via mobile, automatiza todo o fluxo de uma forma intuitiva para o usuário, tornando a comunicação mais fluida. Por meio de conteúdos informativos, perguntas pré-programadas e questões abertas, a ferramenta ajuda, inclusive, o colaborador a entender se o que aconteceu foi, realmente, um caso de abuso de qualquer espécie”.

 

A empresa oferece soluções tanto para grandes como pequenas empresas. Após a injeção de capital, a SafeSpace vem se aperfeiçoando para atender o aumento significativo da demanda durante esse período de pandemia.

 

 

Vítimas do assédio

 

A primeira pesquisa nacional sobre assédio sexual em ambientes profissionais on e off-line mostra que o ambiente de trabalho foi o espaço em que 47,12% das participantes afirmam ter sido vítimas de assédio sexual em algum momento.

 

De acordo com a pesquisa, o LinkedIn, que é a maior rede profissional do mundo, registrou um aumento de 55% no volume de conversas entre os usuários  na plataforma somente de março de 2019 a março de 2020.

 

A  pesquisa ainda mostra que o assédio sexual atinge as mulheres de maneira desigual. As mulheres negras (52%) e mulheres que recebem entre dois e seis salários mínimos (49%) são as maiores vítimas de assédio. Além disso, o Norte (63%) e Centro-Oeste (55%) têm uma concentração de relatos superior às demais regiões.

 

“Quando olhamos para os rendimentos individuais, identificamos que 30,2% têm uma remuneração variável entre 2 e 4 salários mínimos; 20,5% de 4 a 6;  20,2% de 1 a 2 salários mínimos. O perfil financeiro que menos aparece é de mulheres com salários mais altos. Apenas 8,1% das respondentes indicam ter um rendimento superior a 6 salários”, revela o estudo.

 

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