Aracaju, 11 de Dezembro de 2017

COMO É SER MULHER NO BRASIL DE HOJE

24/11/2017 13h:10 - Por Da Redação
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Em pleno Século XXI, reconhecidamente são inúmeros os avanços conquistados pelas brasileiras ao longo de décadas.  

 

Mas, ao mesmo tempo, a mulher no Brasil ainda enfrenta muitos desafios, seja no campo profissional ou na política,  onde a representatividade é considerada uma das mais baixas do Mundo.

 

Mas como elas próprias enxergam e encaram esses desafios do dia a dia? Como enfrentam determinados problemas que vivenciam em sociedade,  como a violência contra a mulher,  o machismo e as desigualdades ainda existentes em relação ao homem na esfera profissional? 

 

Pensando em.promover uma reflexão sobre esses e outros temas, é que o CONECTE MULHER foi buscar a opinião de mulheres que atuam em vários campos profissionais, como a universitaria Sofia Almeida,  a advogada Lenilda Barbosa Machado, a Mediadora de Conflitos e Coach Suely Buriasco, a promotora de justiça Euza Missano, a jornalista Acácia Trindade e a professora, escritora, poeta e culinarista Maria das Graças Conrado. Vale a pena conferir!

 

 

                              

                              

 

 

Acredito que ser mulher nos dias de hoje não é tão fácil quanto imaginam. Apesar dos direitos adquiridos, através  da legislação criada a seus favor, ainda enfrenta fortes discriminações. É ter que saber organizar o tempo entre trabalho e o cuidado com a casa, além da cobrança sobre ela. É ter que se enquadrar nos padrões da moda e da beleza, mesmo que isso lhe custe muito caro. É ter que aceitar as discrepâncias de remuneração entre homens e mulheres, mesmo desempenhando as mesmas atividades

 

 Mas, acima de tudo, é uma vitória constante, porque a mulher de hoje tem poder e acredita no seu potencial. Ela se tornou muito mais independente, e leva a vida sem "descer do salto", confiando que mesmo sozinha pode dominar o mundo. Ser mulher no Brasil atual é uma conquista, e todas nós nos orgulhamos de quem somos!

 
Sofia Almeida 

 Universitária      

 

 

 

                            

 

 

Nos dias de hoje não é fácil ser mulher no Brasil, pois ainda vivemos em um pais machista, discriminatório, onde vigora a sociedade patriarcal.

 

Por mais que a mulher lute por seus direitos frente à sociedade, ela segue sendo oprimida, silenciada, e muitas vezes vítima do homem ou do sistema que o privilegia. Encontramos em toda a história da humanidade padrões sociais e comportamentais, segundo os quais a mulher tem que seguir a linha padronizada para não ser julgada ou discriminada no meio em que vive.

 

Mesmo com as conquistas femininas nos idos de 1960 (surgimento da pílula anticoncepcional e o movimento feminista), quando a mulher quebrou paradigmas e trouxe uma nova visão sobre o feminino e sobre o mundo, desempenhando novo papel na sociedade, e ganhando espaço no mercado de trabalho, a mulher ainda luta por respeito, equiparação salarial, maior inserção feminina no meio politico, direitos reprodutivos, entre outros.

 

Outra grande conquista feminina, deu-se na punição da violência contra mulher com a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), aumentando a punição do ofensor, para agressão física, onde se enquadram violência psicológica, sexual, patrimonial, além de proteção à mulher denunciante. Segundo dados de 2012 do governo Federal, a cada 5 minutos uma mulher é agredida no país e em 80% dos casos, o agressor é o marido, companheiro ou namorado. A Lei Maria da Penha ajudou a diminuir cerca de 10% a taxa de homicídios contra as mulheres em seus lares.

 

Destarte, mesmo diante das conquistas no decorrer dos séculos, a mulher necessita de políticas públicas que devem ser elaboradas para atender a população feminina, assegurando-lhe a vida e garantindo a sua participação em espaços onde não estão presentes ou sofrem preconceito, combater o assédio velado ou explícito, entre tantas outras questões, onde as conquistas adquiridas ainda ecoam em transformações visíveis em nosso cotidiano.

 

Lenilda Barbosa Machado 

Advogada

 


 

                

 

 

Eu amo ser mulher e, por mais que seja complicado viver num pais predominantemente machista, tenho convicção que a superação tem acontecido. Para ter sucesso em qualquer área de ação, a mulher brasileira precisa dispender grande esforço, tem que provar constantemente sua competência e seu valor. Mas esse desafio não nos detêm, muito pelo contrário, nossa determinação vai além de qualquer empecilho.  Precisamos nos unir, informar e conscientizar cada vez mais para que as mulheres brasileiras se desprendam totalmente da cultura que as sufoca e detêm. O trabalho é árduo, mas temos competência suficiente para conquistar o que merecemos em nossa sociedade.

 

SuelyBuriasco 

Mediadora de Coflitos e Coach.

 

 

 

                               

 

 

Mulher, timoneira do seu destino e autora de sua história. 


Vivência experienciada no amor e na dor, sabendo conduzir as duas emoções que arrebatam o coração em diferentes sintonias.


Conduz as responsabilidades com sabedoria e coragem, mesmo enfrentando preconceitos simbólicos e silencioso, fruto de uma cultura ainda próxima. 


A grande responsabilidade da mulher no Brasil é resgatar aquelas mulheres ainda adormecidas em suas missões e que não desenvolveram seus talentos, diante da ausência crescente de oportunidades.


Avante sempre, com duas asas estendidas, na sabedoria e no amor.

 

Euza Maria Gentil Missano Costa.
Promotora de Justiça

 

  

 

                             

 

 

Dados de uma pesquisa  realizada pelo Ibope Inteligência,  em  2014, já revelava que as mulheres são as que mais acessam a Internet no Brasil. Em números percentuais, as internautas  já representavam 53% dos usuários a época , enquanto que os homens representam 47% dos internautas no país. A instituição de pesquisa fez um recorte por idade e abordou somente o público acima de 16 anos. Este número em 2017, sem medo de errar, deve está beirando os 80%.  É em meio a esse turbilhão de informações e exigências do mundo globalizado, que a nova mulher surge conquistando espaços e se destacando. Mas essa nova mulher ainda enfrenta problemas pré-históricos, um deles o machismo.


Ao viver conectada, ligada às redes sociais, podemos dizer que ela perdeu a inocência.  Mas bem informada do que acontece no mundo, ela saiu das barras das calças dos pais e maridos para disputar palmo a palmo um lugar no mercado de trabalho.  Algumas ainda vivem na submissão, não por negar essa nova realidade ou mesmo comodismo.  A mulher sabe o que é bom e quais os caminhos a trilhar. No novo contexto, a palavra chave é a oportunidade. Se a mulher tiver oportunidade de estudar, de buscar especialização profissional,  ninguém mais a  segura.


A submissão da mulher ao homem vai se esvaindo na medida em que ela busca o seu próprio sustento e vai à luta por seus direitos.  Leis que dão suporte a essa nova mulher não faltam. Algumas precisam se munir de coragem para exigir estes direitos, embora esteja encontrando um apoio muito grande de pares neste mundo digital. Eu tenho certeza que a violência contra a mulher sofreu uma queda muito significativa reflexo deste novo mundo. Antes,  os casos eram emparedados,  ficavam no seio familiar e muitos feminicidios aconteciam para limpar a honra do macho. Agora esse macho tem suas ações expostas nas redes de comunicação.


Temos acesso a tudo que acontece o que nos tira da inércia.  Estão ai os casos de denuncias de assedio sexual que explodem no mundo.  A denúncia parte de famosas, mas ecoa também no nosso pequeno Estado. Tudo muito exposto. Resta à mulher ter coragem para denunciar e a partir dai ela terá todo o apoio de semelhantes  nas diversas mídias, que passam a  exigir justiça. Todas, unidas, em busca da  Justiça da terra porque,  com certeza, a de Deus não falha.

 

Acácia Trindade

Jornalista

 

 

 

                             

 

 

Ser mulher no Brasil de hoje é ser guerreira é lidar o tempo todo com linhas tênues, é ter sua própria essência.Ser feminina mas não ser frágil ser sobrevivente neste mundo feito por homens, lutando bravamente na guerra diária que temos que enfrentar com dignidade.E acima de tudo o maior desafio da mulher é ser mulher . É tempo de rever a nossa postura no mundo de preservar o essencial de viver valores esquecidos, dons adormecidos de conquistar interiormente o equilíbrio, a docura e a força imensurável em nossos corações. Ser mulher é sorrir com os olhos é viver se reinventando vestir e despir a todo momento a própria alma.

 

Maria das Graças Mendonça Conrado

Professora, escritora, poeta e culinarista

 

 

                                 

 

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