A Agência Alese de Notícias (da Assembleia Legislativa) junto à TV Alese, conversou nesta sexta-feira, 6 de dezembro, com a professora Márcia Barbosa Silva, que está lançando o livro: Representação de Homossexuais nos Livros Didáticos de História.

 

 

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Tema é resultado de um grupo de pesquisa Ensino de História, que atua na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde o líder da pesquisa é o prof. Itamar Freitas, que hoje se encontra na Universidade de Brasília, e geralmente trabalha em pesquisa de Livros Didáticos e com as minorias, priorizando as minorias”, conta a professora Márcia Barbosa.

 

Contra a homofobia

 

Explica que tema é de suma importância, pois visa ampliar discurso com a sociedade e a comunidade escolar, para que haja discurso de respeito ao outro e as diferenças.

 

Segundo Márcia Barbosa, obra vem desmistificar o preconceito, esse, oriundo da época de repressão. “ Fiz essa análise baseado em dois conteúdos: Nazismo e Contra Reforma. Duas épocas bem opostas. Onde, no Nazismo, havia a intolerância, repressão. Já na Contra Reforma, época da revolução sexual, na década de 60, onde se pregava o amor livre, e a liberdade sexual. Haviam vários movimentos. Feministas fizeram movimentos de contestação, de busca de direitos”, expõe a mestre e pesquisadora, formada pela UFS.

 

Destacou que sua obra analisa de que forma os livros didáticos, baseados nos Programas Nacionais de Livros Didáticos (PNLD) vem trazendo o discurso proposto, seja por meio de imagens, conteúdo e os exercícios, os quais promovem debate em sala de aula.

 

Programas

 

Base da obra se dá em pesquisas realizadas nos livros publicados pelo Governo Federal. Pesquisadora aponta-os:

 

“ Entre 2005 a 2007, foi lançado o “Brasil sem Homofobia”, onde faz diálogo com a sociedade civil, deputados e governos, e traz para os ministérios, tanto da Saúde quanto o da Educação, politicas que incluam e tragam esse debate para a sociedade”

 

Também, “ Em 2008 foi lançado o LGBT, onde tem ações em todos os ministérios. Sendo no da Educação, a proposta de inserir nos livros didáticos, esses discursos, que não haja a incitação de palavras preconceituosos, e que haja ,maior respeito e inserção desse discurso dentro do livro didático”, esclareceu Márcia Barbosa, salientando que “Venho fazer essa análise, venho perceber, se essa política foi respeita e inserida dentro desse período. Minha pesquisa analisa de 2005 a 2011, onde abrange os dois programas”, pontua.

 

Conclusão

 

A professora salientou que os programas vêm combater palavras que tenha cunho preconceituoso e que venham denegrir ou tratar de forma pejorativa o homossexualismo, e ainda, levantar o discurso do espaço escolar.

 

Percebi o objetivo a ser alcançado nos livros didáticos que de forma muito breve, muito entrelinhas, bem sutil. Não é feito de forma clara, a ponto de até, professores me perguntarem se realmente encontrei na leitura essa orientação e esclarecimento. Pois o leitor despercebido não vai notar. Mas eu, enquanto pesquisadora, por observar os mínimos detalhes, encontrei o objetivo das temáticas pretendidas nas estrelinhas, e ainda, expostos como imagens e textos, de forma bem breve”, relatou.

 

 

Por, Agência de Notícias Alese

Foto: Jadilson Simões