Aracaju, 21 de Junho de 2018

Coluna

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A Gente se Entende

Por Suely Buriasco

Treinamentos em resolução de conflitos e coaching para equipes, familiares e pessoais.
Aprenda a administrar conflitos e fortaleça suas relações!

 

Suely Buriasco é  consultora em Mediação Corporativa, Mediação de Conflitos e Coach, atuando nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Educadora graduada em Estudos Sociais e pós-graduada em Docência Superior e Mediação de Conflitos e MBA em Gestão Estratégica de Pessoas.  É articulista de jornais e sites, sempre abordando temas que incentivam o autoconhecimento e a busca pelo equilíbrio, harmonia e sabedoria. Possui dois livros publicados pela "Novo Século"Editora": Uma Fênix em Praga e Mediando Conflitos no relacionamento a dois.



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07/11/2017
Violência contra a mulher. Até quando?
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O Brasil assistiu estarrecido a soltura de um homem acusado de ejacular em uma mulher no transporte coletivo. Dias depois esse mesmo homem foi preso novamente por colocar seu órgão sexual para fora também em um transporte coletivo. Se o acusado tem ou não problemas mentais não é algo que possamos discutir sem uma análise, mas o fato é que a sentença do juiz que acreditou que o ato praticado não era constrangimento nem violência revoltou a todos, trazendo à tona como a Justiça em nosso país precisa ser revista em diversos aspectos.

 

Mas voltando a violência contra a mulher, como bem esclareceu a Doutora em Direitos Humanos, Maíra Zapater, em vídeo publicado nas redes sociais https://www.youtube.com/watch?v=5B4YgX9FQpY a sentença do juiz que o liberou mostra que a Justiça não sabe lidar com esse problema da violência contra mulher.

 

A violência contra a mulher é um mal social que ainda está longe de ser erradicado.

 

A importância de debater o tema, chamando as pessoas para a reflexão é urgente, pois, é inadmissível que continuemos a aceitar esse tipo de prática.

 

Não se trata de feminismo e, de forma alguma, é uma questão partidária, acima de qualquer coisa é uma grave violação dos direitos humanos e como tal precisa ser tratada. O impacto devastador da violência contra a mulher traz consequências físicas, mentais e mesmo a morte. Afeta de forma devastadora o bem-estar das vítimas e prejudica suas relações sociais, afinal a ação destrutiva desse tipo de violência se amplia para os familiares e sociedade de forma geral.

 

Leis contra a violência doméstica e agressão sexual vigoram no Brasil já há algum tempo, no entanto, como assistimos, os desafios persistem e têm por obstáculos os conceitos retrógrados e, porque não dizer, cruéis de uma sociedade preconceituosa que ainda acredita que a mulher pode ser merecedora desse tipo de tratamento.

 

Infelizmente, a cultura do “ela provocou” está ainda muito arraigada, inclusive entre as próprias mulheres. É importante que haja uma mudança efetiva nesse conceito, pois, nada justifica qualquer tipo de violência; nenhuma mulher merece ser tratada de forma desonrosa e todo ser humano tem direito à segurança e justiça.

 

Iniciativas de prevenção da violência contra a mulher são aplicadas continuamente, mas muito há que se fazer para produzir efeitos positivos em nossa sociedade. Essa transformação social ocorrerá a partir da educação e, portanto, todo debate que inclua jovens é oportuno e deve ser incentivado. Textos reflexivos devem ser amplamente divulgados e campanhas contra esse crime devem ser constantes, principalmente, no ambiente educacional. Essa é também uma forma de levar o tema à mídia e aos lares para que os pais possam igualmente perceber que todo educador tem uma parcela de responsabilidade nesse desvio de conduta capaz de provocar tantos malefícios.

 

Educação, prevenção, reflexão são dispositivos poderosos para que a transformação social alcance um ponto pelo qual a violência contra a mulher seja tida, efetivamente, como inaceitável e abominável. Então não mais será permitido que mulheres sejam agredidas e humilhadas publicamente, simplesmente porque isso causará repúdio social. Esse é o futuro pelo qual devemos nos movimentar; esse é o mundo em que queremos viver.

 
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