Aracaju, 20 de Outubro de 2018

Coluna

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Olhar em Foco

Por Dôra Mendonça

Artista Plastica e Fotógrafa. Destacou-se através da série de quadros "Serra de Itabaiana", onde na temática faz uma leitura ecológica demonstrando Agressões ao meio ambiente na Serra de Itabaiana, desde 1991. As orquídeas são temas principais nas suas telas onde hoje procura abstrai-las demonstrando que se não houver uma preocupação constante as orquídeas desaparecerão da Serra de Itabaiana. Participou em várias exposições dentro e fora do País. Mensão honrosa em 1991 pela Galeria Álvaro Santos, em Aracaju/SE.

 

28/03/2016
TRANSPIRANDO AMOR
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Contadores de histórias...

O que é isso?

Contar histórias? E tem essa profissão?

Se tem?

É claro que siiim!!! E com orgulho.

 

 

Não é somente contar histórias. É DOAR-­SE. É achar palavras no 

improviso, é sentir­se fazendo parte do conto.

Passando por uma metamorfose de personagens, o Contador de

História vive um sonho como se fosse real. Ao fazer imitações de

personagens, ao criar diferentes sons e ruídos, ele tem a

responsabilidade de ir levando o público para dentro do conto de

mansinho... de mansinho... e, de repente, cada ouvinte passa a

vivenciar uma época ou um momento.

 

 

O público passa a sentir o gosto de ser um personagem

importante, de ser um rei com o cetro na mão, uma rainha bonita

com seu vestido lindo, ou mesmo um animal cumprindo seu papel

na natureza. O galope do cavalo ( ruído feito com dois cacos de

coco )faz o público sentir­se montado em um cavalo majestoso,

galopando em prados verdejantes apreciando a natureza ao seu

redor. Emoções ficam vivas. É possível até sentir o vento bater

suavemente em cada rosto. Tudo na ficção passa a ser verdadeiro

na mente do assistente, torna­se real naquele momento. É a força

da magia, da descoberta do texto, da capacidade de criar, de

representar do contador.

 

 

Meu Deus!!!Ao sentimento passado com tanto amor, ninguém

resiste, sendo criança ou adulto, naquele momento, todos são

embalados pelo doar­se do outro com tanto carinho.

O público observa que o Contador de História, no afã do seu

trabalho, fica suado e transpira muito! É sentido no ar, pela sua

transpiração o perfume do doar­se, do amor. Nossa! Como é lindo!

TRANSPIRAR O AMOR. Já pensaram nisso? Eu vivenciei de

perto esse momento. É único.

 

 

E quando acaba, o público volta à realidade com saudades dos

momentos vividos, em que foram transformados em vários

personagens, mesmo estando sentado. E fica sonhando...

sonhando... um sonho que não acaba mais.

É muito bom ouvir histórias! Quem não gosta desse mundo

encantado? Não é? Aplausos para os Contadores de Histórias.

Eles merecem! E como! Parabéns.

 

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