Aracaju, 21 de Junho de 2018

Coluna

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Olhar em Foco

Por Dôra Mendonça

Artista Plastica e Fotógrafa. Destacou-se através da série de quadros "Serra de Itabaiana", onde na temática faz uma leitura ecológica demonstrando Agressões ao meio ambiente na Serra de Itabaiana, desde 1991. As orquídeas são temas principais nas suas telas onde hoje procura abstrai-las demonstrando que se não houver uma preocupação constante as orquídeas desaparecerão da Serra de Itabaiana. Participou em várias exposições dentro e fora do País. Mensão honrosa em 1991 pela Galeria Álvaro Santos, em Aracaju/SE.

 

14/12/2015
Sombras
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Existem muitos estudos na psicologia sobre a sombra. Um dos conceitos importantes é a do psicólogo Gustav Jong. ( teoria Jungiana).
“ Para Jung, a Sombra é o centro do Inconsciente Pessoal, o núcleo do material que foi reprimido da consciência. A sombra representa aquilo que consideramos inferior em nossa personalidade e também aquilo que negligenciamos e nunca desenvolvemos em nós mesmos”. (Psique Web – GJ Ballone)

Mas... vamos falar sobre a sombra que serve de diversão, quando a buscamos em suas formas.

A sombra não sai do nosso pé. Quanto mais perto está a fonte de luz, mais nítida é a sombra projetada. E de várias formas! Só que, quando não há luz, ela se esconde de mansinho, à espera de que a luz brote de qualquer lugar, para voltar a aparecer.

Quem se preocupa com sua sombra? Ninguém. Ninguém caminha olhando sua sombra, mas ela é sua amiga, e sempre está ao seu lado, atrás ou na frente. Muitas vezes torta, mas é uma demonstração da parte dela querendo ser vista.

Quando criança, colocava um lençol branco e uma luz atrás, de preferência uma vela acesa. Chamava minhas amigas que ficavam sentadas em frente à nossa tela, que era o lençol branco como neve, que minha mãe lavava com todo esmero e colocava anil (  para ficar mais alvo), e começava o espetáculo. Fazia com as mãos alguns formatos, e as sombras projetadas formavam bichinhos de estimação ou animais ferozes. A garotada ia passando o tempo, sorrindo e tentando imaginar que animal viria.

Depois, colocava em cada mão fantoches feitos de papel machê, e criava estórias com as silhuetas que apareciam.  Através das sombras projetadas, propositalmente, minhas amigas eram transportadas para o mundo da imaginação.

Agora, já adulta, às vezes olho para  minha  sombra, e ando de um lado para outro  e me pergunto admirada: nossa!!! Será que essa sou eu? Acho que não. Saio sorrindo.... 

 

 

 

 

 

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