Aracaju, 24 de Abril de 2018

Coluna

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Aqui Entre Nós

Por Nazaré Carvalho

Nazaré Carvalho é graduada em Letras pela UFS, especialista em Direito Educacional, jornalista, radialista e apresentadora de televisão. Exerce atualmente o cargo de Assessora de Comunicação da Faculdade Pio Décimo

14/10/2015
Sobre O livro “Alma De Menina”
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“Alma de Menina” é um livro de poesias cuidadosamente elaborado em oito temas que mexem com a memória que nos constrói e identifica no tear da vida raiando invenções. Cada palavra que habita o livro se nutre dos sentimentos, afetos, emoções, e se expressa como um reservatório de auroras e poentes, habitando em tudo, que, ficando, muda, como um rio corrente que segue sempre, mesmo quando vai chegando, segue, inexplicavelmente... O visual estético, com capa e ilustrações do artista plástico Ismael Pereira cativa o olhar sensível dos que amam o que é belo.
 

A poesia de “Alma de Menina” não se limita a cronologia de um caminho feito só com as cores guardadas no mundo encantado da infância, porque se estende, flexível e dinâmica para abraçar a memória de um tempo que se fez raiz e asas e se tornou onipresente, atemporal na alma verde de uma menina, marcando os cantos, os caminhos e as águas que se derramam suavemente de todas as fontes da vida. É, portanto, um pensar poético que acende cenários intocáveis como quem alumia pequenos segredos da alma clareando o sentido mais humano dos próprios moinhos de ventos revelando, de forma suave, o sentido mais íntimo de todas as nossas nascentes e vínculos que nos ligam ao microcosmo da infância.
 

Nas palavras do escritor português Miguel Real, autor do Prefácio, “o livro Alma de Menina de Sónia Azevedo repõe, no século XXI, a essência vital da poesia – aquela que se alimenta da própria vida, que se inspira nas dimensões plurais da existência, a que faz do itinerário dinâmico do quotidiano e das suas múltiplas diligências a fonte donde brota o estro da poesia.”
 

Já para Ézio Deda, diretor do Instituto Banese e Diretor do Museu da Gente sergipana,  autor da Apresentação, “o texto de Sônia é generoso de signos, de palavras de bom augúrio, de ternuras encostadas no escaninho da alma.”
 

Pode-se afirmar que cada palavra poética dos quase cem poemas, transborda viva, sob as dobraduras do tempo, trazendo lembranças em pedacinhos, das sobras de sentimentos polidos pela vida como pedras luzentes e preciosas. São relatos, retratos, narrativas do que dá sentido à vida; pegadas das coisas simples, do que não tem explicação; palavras sem pedigree que fazem a alma sentir, vibrar, lembrar que toda experiência nova traz em si átimos de antiga inspiração, metamorfoses da nossa própria história, nascidas com esse dom de rejuvenescer memórias, desde o berço das horas.
 

Sônia Azevedo é poeta e professora, pedagoga e mestre em educação. Atualmente coordena o Núcleo de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão da Faculdade Pio Décimo, onde desenvolve o Projeto “Noites Literárias”. É membro do Movimento Cultural Acadêmico “Antônio Garcia filho” da Academia Sergipana de Letras e já publicou dois livros de poesias: Referências e Memórias: substâncias da vida; e Especiarias da Essência humana. Esse terceiro livro se inscreve na memória do que nos torna inteiros e íntegros, puros como a alma de uma menina curiosa que se encanta inaugurando os primeiros sentimentos, interrogando o mundo, aprendendo a viver com as lições de um saber que não se prende na escola.

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