Aracaju, 24 de Abril de 2018

Coluna

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Aqui Entre Nós

Por Nazaré Carvalho

Nazaré Carvalho é graduada em Letras pela UFS, especialista em Direito Educacional, jornalista, radialista e apresentadora de televisão. Exerce atualmente o cargo de Assessora de Comunicação da Faculdade Pio Décimo

31/03/2017
SER SOLIDÁRIO
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A solidariedade é uma qualidade que dignifica o ser humano. É um laço recíproco entre as

pessoas, entre as comunidades e grupos humanos; é um sentimento que envolve e constrói

possibilidades transformadoras.

 

Ser solidário é aderir, apoiar concretamente a uma causa, com princípio, valor e sentimento

humano. Ser solidário é uma atitude humana e social que vai ao outro, com vontade e

determinação libertadora. Ser solidário é apresentar-se ao mundo consciente da

responsabilidade que vincula os seres humanos, consciente do papel que podemos

representar uns para os outros: para a família, para a comunidade, para a cidade, para a

humanidade. Ser solidário é ir em busca da missão, é perseguir o ideal do desenvolvimento

humano. Ser solidário é ser luz, é ser ajuda, é ser muito mais do que o sistema sócio-político e

econômico induz que podemos ser.

 

Diante de grandes tragédias sociais, o sistema mobiliza as pessoas e promove campanhas

de solidariedade. Mas, o grande paradoxo, a grande contradição é que o sistema, dentro do

seu paradigma individualista é, na essência, o maior responsável pelas tragédias humanas e

sociais. Pois qual é o modelo dominante e predominante no mundo? É um modelo centrado

na partilha? Na distribuição equitativa dos bens? Na soma dos esforços e na igualdade de

oportunidades? Não. O sistema ao qual estamos submetidos é baseado na desigualdade, na

cultura do individualismo, na promoção da competência individual que gera cada vez mais

personalidades egocêntricas, que gera cada vez mais certos protótipos humanos afeitos e não

à paz, afeitos a soluções individuais e não coletivas. Ao longo da história, a humanidade foi

submetida a grandes líderes mundiais causadores de grandes tragédias.

 

 

A ausência de uma cultura de solidariedade, que é coletivista em sua essência produz

riqueza imensa ao lado de pobreza imensa. Quanta riqueza concentrada, quanto acúmulo

egoísta matando e abortando a possibilidade de uma vida melhor para a imensa maioria.

 

 

Mas em meio ao caos humano e social emerge do interior do ser humano as soluções mais

criativas e criadoras, os valores mais nobres e sagrados, a energia mais dinâmica e poderosa.

Isto chama-se SOLIDARIEDADE! É a SOLIDARIEDADE que mais aproxima os seres humanos

da ideia de um DEUS amoroso e generoso e de uma crença holística pautada na dialogicidade.

É SOLIDARIEDADE que mais torna as criaturas mais semelhantes ao CRIADOR.

SOLIDARIEDADE é o limite mais próximo entre Deus e os seres humanos. SOLIDARIEDADE É

AMOR!

 

 

Ausência de solidariedade é desamor.

SOLIDARIEDADE É COMUNÃO!

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