Aracaju, 24 de Abril de 2018

Coluna

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Aqui Entre Nós

Por Nazaré Carvalho

Nazaré Carvalho é graduada em Letras pela UFS, especialista em Direito Educacional, jornalista, radialista e apresentadora de televisão. Exerce atualmente o cargo de Assessora de Comunicação da Faculdade Pio Décimo

13/05/2015
Saúde pública: dengue
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A Organização Pan-Americana da Saúde – (OPAS) elaborou o documento “Prevenção e Controle da Dengue nas Américas: enfoque integrado e lições aprendidas”, que serviu de subsídio à discussão dos termos prioritários da agenda da 27ª Conferência Sanitária Pan-Americana, realizada no período de 1º a 5 de outubro de 2007.


Entre os diversos aspectos relacionados ao problema dengue, o documento chama a atenção para a necessidade de organização e estruturação dos programas de controle da dengue dos países, com um enfoque de gestão integrada, em seus diversos componentes de interesse.


Como justificativas para a adoção da gestão integrada, destacam-se o agravamento da situação epidemiológica no continente, com a ocorrência de epidemias em diversos países, perdas de vidas humanas e um alto custo político e social. São do conhecimento de todos os reflexos que as epidemias de dengue determinam na economia dos países, devido ao absenteísmo no trabalho e nas escolas, assim como as repercussões negativas no setor turístico e o conseqüente colapso dos serviços de saúde, em decorrência da alta demanda por atendimento de pacientes nos serviços.


Outro aspecto a ser evidenciado diz respeito à complexidade do controle da dengue no mundo moderno, tendo em vista os diversos fatores externos ao setor Saúde, importantes determinantes na manutenção e dispersão desse agravo. São relevantes o surgimento de grandes aglomerados urbanos, muitas das vezes com inadequadas condições de habitação e abastecimento de água, o crescente trânsito de pessoas e cargas entre países, determinado pelo desenvolvimento dos meios de transporte e das relações econômicas no mundo globalizado, e as mudanças climáticas provocadas pelo aquecimento global, que influem no regime e duração das chuvas.


Feita essa análise nos cabe lembrar que o surte de dengue registrado em vários Estados do Brasil, não deveria ter sido motivo de surpresa para os dirigentes, agentes de saúde e da própria população.


É bom registrar que Sergipe não está fora desse contexto, havendo possibilidade de viver situação similar. Prevenir já disse alguém é melhor que remediar, porém o que estamos observando é que não estão, pelo menos, do conhecimento público  havendo medidas preventivas no Estado. Nos meses de maio e junho são esperadas chuvas, centenas de ruas são deposito de lixo, buracos diversos são encontrados nos bairros e praças. Sabe-se que o lixo é um dos mais agravantes para a saúde pública incluindo a dengue.


Quero crer que o exemplo do Estado de São Paulo seja um forte apelo para que as autoridades sanitárias de Sergipe possam de imediato proceder a medidas que venham em favor da proteção dos habitantes para não sermos os próximos brasileiros atingidos por uma doença, que em outros países já sofreu erradicação:


- Elaboração de programas permanentes, uma vez que não existe qualquer evidência técnica de erradicação do mosquito Aedes Aegypti em  curto prazo;


- O desenvolvimento de campanhas de informação e mobilização das pessoas, de forma a estimular a maior responsabilização de cada família na manutenção de seu ambiente doméstico livre de livre de potenciais criadouros do vetor;


- O fortalecimento da vigilância epidemiológica e entomológica, para ampliar a capacidade de predição.


São algumas das medidas que deveriam acontecer com brevidade.

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