Aracaju, 19 de Janeiro de 2018

Coluna

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Aqui Entre Nós

Por Nazaré Carvalho

Nazaré Carvalho é graduada em Letras pela UFS, especialista em Direito Educacional, jornalista, radialista e apresentadora de televisão. Exerce atualmente o cargo de Assessora de Comunicação da Faculdade Pio Décimo

08/01/2015
Profissão: professor
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Recente matéria jornalística da Rede de TV Bandeirantes mostrou a nova ESCOLA do País – “ A ESCOLA DO MEDO”. Foram exibidas diversas entrevistas com professores e ex-professores. Os relatos são chocantes.
 

Os avanços tecnológicos e as frequentes e intensas mudanças nos últimos tempos acarretaram impactos em diversas áreas, e no âmbito educacional não foi diferente. Alguns paradigmas foram quebrados em meio a tantas mudanças, um deles é de que o professor é o único que detém o conhecimento e que pode disseminá-lo em sala de aula. A relação de professor e aluno, que antes permeava o ambiente educacional, deixa de existir.
 

A violência, que tem crescido dentro das salas de aula, tem desanimado muitas pessoas a seguir carreira acadêmica nas Literaturas.
 

Sabemos que a educação é cantada em versos e prosa em períodos eleitorais, quando os candidatos aos cargos públicos, ressaltam que a educação é a prioridade da Nação, no entanto o que se observa na realidade é o puro descaso não só para o docente, educando e escola. Estatísticas comprovam o fracasso geral do ensino educacional no Brasil.
 

As causas são muitas e do conhecimento dos órgãos responsáveis. Para citar alguns: escolas sucateadas, prédios em ruínas, ausências de bibliotecas/laboratórios/equipamentos técnicos; o meio de transporte para os estudantes são os mais perversos possíveis alunos andam quilômetros e quilômetros para chegar a uma escola); professores com salários indignos, com o emocional acima do limite e agora com medo das agressões que muitos sofrem dos alunos.
 

Como priorizar a educação dessa forma? Como estabelecer avanços para o País quando seus jovens cada vez mais estão envolvidos no mundo do crime?
 

Cotidianamente vemos inúmeras notícias sobre roubos, mentiras e crimes envolvendo adolescentes e até crianças. Tais cenas já se tornaram “lugar comum” em nossos dias. E silenciosamente ou com pessoas próximas frequentemente perguntamos: Eles não se envergonham?
 

E diante de tantos acontecimentos, perguntamo-nos se esse sentimento ainda existe.
 

A psicologia moral nos explica que todo ser humano busca ter uma imagem positiva de si, isto é, se ver como pessoa de valor, é uma tendência vital.
 

Havendo o sentimento de vergonha, não só a Escola, mas a sociedade como um todo mudaria o comportamento e assim, os casos de violência escolar e urbana diminuiriam consideravelmente.
 

Havendo compromisso sério e verdadeiro à educação o país sairia dos noticiários policiais.
 

É a Escola, a família e os órgãos destinados a educação que devem trabalhar diuturnamente em direção a eliminação da Escola do Medo, que vem se tornando uma vergonha nacional.

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