Aracaju, 24 de Junho de 2018

Coluna

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Aqui Entre Nós

Por Nazaré Carvalho

Nazaré Carvalho é graduada em Letras pela UFS, especialista em Direito Educacional, jornalista, radialista e apresentadora de televisão. Exerce atualmente o cargo de Assessora de Comunicação da Faculdade Pio Décimo

16/11/2015
Preconceito
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Para compreender o que é o preconceito, convém entender primeiro o conceito de atitude baseado nos estudos da Psicologia Social.
 

Atitude é um sistema relativamente estável de organização de experiências e comportamentos relacionados com um objeto ou evento particular.
 

Para cada atitude há um conceito racional e cognitivo – crenças e ideias, valores afetivos associados de sentimentos e emoções que, por sua vez, levam a uma série de tendências comportamentais: predisposições.
 

Portanto: toda atitude é composta por três componentes: um cognitivo, um afetivo e um comportamental.
 

Em nosso dia a dia, o preconceito pode ser observado em diversos ambientes e em diferentes situações. Sendo um problema muito comum e muito grave, podendo atingir pena por sua prática de até cinco anos de prisão. São constantes casos de jogadores de futebol sendo ofendidos por sua etnia, homossexuais sendo atacados pela sua opção sexual, mulheres recebendo salários menores do que dos homens e empregados domésticos sofrendo piadas pela maneira de falar, por exemplo.
 

Uma forma muito esquecida deste crime, mas muito comum, consiste no preconceito lingüístico. Este atinge não as pessoas com menor escolaridade, mas também as pessoas que possuem uma ampla gama de conhecimento, dependendo do ambiente de cada uma. Uma pessoa que não fala, em acordo com a regra padrão é vista como pobre e relacionada a origem negra, em muitos casos. Já uma pessoa que fala de maneira formal em um grupo social é mal vista pelos componentes presentes.
 

Aqueles que sofrem com o preconceito necessitam, em diversos casos de uma ajuda psicológica para superar tal discriminação, que pode gerar violência não só verbal como física. Desta forma, devemos inibir esta prática tão difundida em nossa sociedade que vai contra a legislação brasileira e seus princípios de direitos iguais a todos os seus cidadãos.
 

Segundo Allport (1954) o preconceito é o resultado das frustrações das pessoas, que, em determinadas circunstâncias, podem se transformar em raiva e hostilidade. As pessoas que se sentem exploradas e oprimidas frequentemente
 

Não podem manifestar sua raiva contra um alvo identificável ou adequado, assim, deslocam sua hostilidade para aqueles que estão ainda mais “baixo” na escala social. O resultado é o preconceito e a discriminação.
 

Acredito que a convivência, através de uma atitude comunitária é, talvez, a forma mais adequada de se reduzir o preconceito.

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