Aracaju, 19 de Janeiro de 2018

Coluna

Post ccd95866fae103c7

Olhar em Foco

Por Dôra Mendonça

Artista Plastica e Fotógrafa. Destacou-se através da série de quadros "Serra de Itabaiana", onde na temática faz uma leitura ecológica demonstrando Agressões ao meio ambiente na Serra de Itabaiana, desde 1991. As orquídeas são temas principais nas suas telas onde hoje procura abstrai-las demonstrando que se não houver uma preocupação constante as orquídeas desaparecerão da Serra de Itabaiana. Participou em várias exposições dentro e fora do País. Mensão honrosa em 1991 pela Galeria Álvaro Santos, em Aracaju/SE.

 

08/10/2015
O Relógio – lembranças
Article cover big 848895b70dafa2b1

Há alguns dias, fui comprar um relógio e vivi uma bela recordação: o relógio com o qual convivi 

na minha infância, quando passava as minhas férias no interior.

Minha casa era em uma praça. Eu dormia em uma cama com o colchão de penas (gostoso de 

dormir). No meu quarto tinha um relógio que tocava blim... blão....blim... blão... (Parecia um 

sino tocando). Eu acordava, e pela fresta da janela, olhava para a praça e via a neblina 

cobrindo as casas do outro lado. Lindo! O tempo passando, o relógio tocava e eu ouvia  

rat...rat...rat... (era meu pai ralando milho para minha mãe fazer o cuscuz). Olhava novamente 

o relógio e ficava esperando minha mãe chamar.

O tempo passando, o relógio tocava e eu ouvia  

rat...rat...rat... (era meu pai ralando milho para minha mãe fazer o cuscuz). Olhava novamente 

o relógio e ficava esperando minha mãe chamar.

Olhe a hora! Acorda! Acorda! Escove os dentes, tome banho e venha comer. O cuscuz está 

quase pronto!

Voltava a olhar o relógio e novamente para a praça para ver a neblina se desfazendo, dando 

lugar ao sol que vinha louco para iluminá-la. Do outro lado, começavam a surgir as imagens 

das casas e das pessoas saindo para comprar pão.

E o relógio repetia blim...blão...blim...blão.

Que som maravilhoso! Blim...blão...blim...blão... Saudades.

As lembranças que vivem entre o coração e a alma são trazidas também pelas coisas comuns a 

nossa vida.

Impossível esquecê-las, não?

Envie seu comentário