Aracaju, 09 de Dezembro de 2018

Coluna

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Pensamento, palavra e ação

Por Suely Buriasco

Treinamentos em resolução de conflitos e coaching para equipes, familiares e pessoais.
Aprenda a administrar conflitos e fortaleça suas relações!

 

Suely Buriasco é  consultora em Mediação Corporativa, Mediação de Conflitos e Coach, atuando nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Educadora graduada em Estudos Sociais e pós-graduada em Docência Superior e Mediação de Conflitos e MBA em Gestão Estratégica de Pessoas.  É articulista de jornais e sites, sempre abordando temas que incentivam o autoconhecimento e a busca pelo equilíbrio, harmonia e sabedoria. Possui dois livros publicados pela "Novo Século"Editora": Uma Fênix em Praga e Mediando Conflitos no relacionamento a dois.



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15/09/2015
O amor não exclui; acrescenta sempre
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Gosto das postagens que falam sobre animais e todo o bem que eles representam na vida das pessoas e tenho convicção disso. Muitos estudos comprovam que a estima por animais é capaz de promover grandes transformações positivas nas pessoas. Um estudo da Universidade de Miami, liderado por Allen McConnel publicado no site do Journal of Personality and Social Psychology, concluiu que pessoas que possuem animais de estimação "têm mais qualidade de vida e conseguem resolver melhor diferenças individuais que as que não têm animal de estimação".
 

Portanto, nada convincente são as afirmações do tipo: "Gosto mais de animais do que pessoas" ou "os animais são melhores do que as pessoas". Acho que isso merece maior reflexão, afinal porque o amor aos animais precisa excluir o amor aos nossos semelhantes? Então me dizem que os animais, em especial os cães, são mais amorosos, fieis e companheiros. Eu não entendo a comparação entre seres tão diferentes. Concordo sobre a doçura de muitos cães e a forma como são domesticados podem, realmente, fazer deles grandes amigos. Só não entendo porque isso exclui a possibilidade de encontrar boas companhias humanas.
 

Mas nesse ponto as diferenças são mesmo gritantes; para você ter uma boa companhia animal, basta dar-lhe amor e supri-lo de suas necessidades. Isso não é o bastante no trato com seres humanos; as diferenças de personalidade, de crenças, sentimentos e manifestações fazem desse convívio muito mais complexo. No sentimento de amor ao semelhante é fundamental compreendê-lo, sentir empatia por ele e admirá-lo, mesmo reconhecendo suas falhas e desacertos.
 

Para amar alguém é preciso antes de tudo olhar para dentro de nós mesmos e reconhecer nossas dificuldades. Só é possível amar um semelhante quando somos capazes de olhar para ele com os mesmos olhos que nos vemos. Isso pode ser muito difícil, afinal exige o enfrentamento íntimo com a conclusão do quanto precisamos mudar, evoluir e purificar os nossos próprios sentimentos. Para amar outro ser humano precisamos, realmente, nos qualificar.
 

Assim, eu acredito que o amor aos nossos animais nos envolve em bons sentimentos, mas jamais exclui o amor e a busca de convívios harmônicos com as pessoas. Pelo contrário, o sentimento se universaliza e se amplia à todos os seres vivos, de forma que estejamos em contato com a nossa essência natural, essa sim capaz de nos trazer verdadeira felicidade.
 

Amor que é amor só acrescenta!

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