Aracaju, 19 de Janeiro de 2018

Coluna

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Aqui Entre Nós

Por Nazaré Carvalho

Nazaré Carvalho é graduada em Letras pela UFS, especialista em Direito Educacional, jornalista, radialista e apresentadora de televisão. Exerce atualmente o cargo de Assessora de Comunicação da Faculdade Pio Décimo

29/12/2014
Novo ano, novo olhar
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 Virada de ano não passa de um limite cronológico para a ciência, ou seja, o período de 365 dias e 6 horas da translação aponta que a Terra completou uma volta ao redor do Sol.
 

E a tradição nos permite dar a essa passagem o clima feérico que nos leva a pular ondas, fazer brindes, vestir branco, comer lentilha, romã e distribuir louros.
 

Debaixo das superstições, contagiados pela oportunidade que o novo começa nos dá de recomeçar, talvez seja hora de mudar. E a mudança brota da consciência para se concretizar na química que nasce da união de coração e mente.
 

Quem sabe seja a hora de mudar de hábitos, por exemplo: recuperar a boa forma, de buscar o novo trabalho, de comprar um carro, encontrar a cara metade, morar na casa própria e ...
 

Mas, melhor seria que ao mesmo tempo, tivéssemos olhos para as conquistas abstratas, para a renovação dos valores e das prioridades.
 

Já passou do tempo do ser humano entender que a felicidade não é um bem material, mas um estilo de vida que se adota e se preserva em cada atitude, em cada pensamento, em cada palavra. Demoramos a notar que as mansões de nada valem quando seus ocupantes são incapazes de transformá-las em lares. Desperdiçamos tempo ser perceber que anéis não reluzem sem dedos que os ostentem, carrões não se justificam quando rodam com passageiros e rumo a destinos incertos.
 

Aspiro que o ano novo exerça a magia do poder de nos induzir à reflexão para que, nas entranhas do pensamento e do sentimento, cada um de nós se conscientize de que o erro que nós beneficia hoje pode ser a cobrança do amanhã em forma de tragédia. Que as pessoas sejam capazes de fazer o bem sem olhar a quem, para receber o bem sem saber de quem. Que o respeito seja a moeda essencial nas relações humanas. Que a ética e a moral sejam práticas rotineiras em nome do bem coletivo. Que o mundo resgate o dom de se reinventar em suas verdadeiras evoluções, sem maquiar as mazelas que nos fazem reféns de sonhos vazios.
 

Para que o ano não fique repetitivo, sugiro que, lance o seu desafio, aventure-se um pouquinho mais, fuja daquela rotina cotidiana sem sal sem pimenta que norteou a sua vida o ano inteirinho simplesmente por não ter tentado outras alternativas de vida. Faça um pacto com você mesmo, chute o balde todas as vezes que algo esteja lhe incomodando e não tenha medo de trocar o certo pelo duvidoso, ás vezes mais vale se arriscar do que se lamentar de pelo menos não ter tentado.
 

Receba o ANO NOVO que se aproxima com um largo sorriso, e um coração repleto de amor para o que der e vier.

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