Aracaju, 24 de Abril de 2018

Coluna

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Aqui Entre Nós

Por Nazaré Carvalho

Nazaré Carvalho é graduada em Letras pela UFS, especialista em Direito Educacional, jornalista, radialista e apresentadora de televisão. Exerce atualmente o cargo de Assessora de Comunicação da Faculdade Pio Décimo

26/04/2016
Empatia X Simpatia
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Já vi este filme: o executivo se queixa da incompetência dos funcionários, das exigências dos chefes, da eterna insatisfação dos clientes, entre outras lamúrias corporativas.    Ele é, certamente, a vítima do sistema. Os outros não o compreendem e não fazem nada por ele.

Quando alguém tem essa postura, pode acreditar, não tem a menor ideia do que se passa no peito de seus funcionários, de seus patrões e de seus clientes. Ele não conhece os sentimentos e as expectativas dos outros. Não conhece e não se interessa. Só as suas dores e vontades valem, por isso ele é o eterno injustiçado - aspirante a bem sucedido executivo frustrado. Nessa hora, sabe o que resolve? Uma boa dose de empatia.   


Que é bem diferente da simpatia. As duas palavras vêm do grego e têm a mesma raiz: pathos, que, em sua origem, significa doença ou padecimento, mas que também tem o significado de paixão ou emoção forte. Simpatia, entretanto, usa o prefixo sin, que significa junto, ao lado de. O prefixo de empatia é en, que remete ao interior, estar dentro de, junto de verdade. O simpático está ao seu lado; o empático está com você. O simpático olha para você: o empático o toca, mesmo que não use as mãos. O simpático é agradável; o empático é necessário.


Se alguém mostra simpatia quando você está com um grande problema, está sendo educado, solidário, compreensivo. Mas quem é empático mostra solidariedade real, disposição genuína em colaborar. O simpático tenta mostrar seu ponto de vista. O empático quer ouvir, abrir espaço para que você desenvolva sua própria compreensão. Nas relações profissionais, a empatia está longe de ser um sentimento do mesmo grupo da compaixão e da solidariedade.


Está mais para a turma da sociabilidade e do compromisso com o resultado.    Praticar a empatia ajuda o médico a tratar melhor seu paciente, o vendedor a atender o cliente com mais propriedade, o líder a comandar sua equipe com mais eficiência. Definitivamente, a empatia colabora mais com o sujeito do que com o objetivo. É, portanto, um atributo da inteligência emocional que tem intenso impacto na liderança, nos negócios e nas carreiras. É bom refletir sobre o assunto.

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