Aracaju, 20 de Janeiro de 2018

Coluna

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Aqui Entre Nós

Por Nazaré Carvalho

Nazaré Carvalho é graduada em Letras pela UFS, especialista em Direito Educacional, jornalista, radialista e apresentadora de televisão. Exerce atualmente o cargo de Assessora de Comunicação da Faculdade Pio Décimo

24/10/2016
CÂNCER DE MAMA
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Na atualidade, o câncer de mama é considerado como o segundo tipo de câncer mais comum no mundo, sendo mais frequente entre as mulheres. Ao contrário do câncer de colo de útero, esta doença encontra-se relacionada ao processo de industrialização, com risco de adoecimento associado a elevado status socioeconômico, além de outros fatores de riscos clássicos, como baixa paridade, idade precoce da menarca e tardia menopausa, obesidade, altura e consumo de álcool, segundo estudos realizados por pesquisadores da área.
 

Em nosso dias esse tipo de câncer vem se transformando em um importante problema de saúde pública na América Latina, tendo sido observado, nesta região, um aumento consistente nas taxas de mortalidade por câncer de mama nos últimos quarenta anos.
 

A avaliação do risco de câncer no Brasil deve sempre levar em consideração a dificuldade dos registros de câncer existentes no país para manter a coleta de dados continuadamente. Na maioria das vezes, estes registros enfrentam problemas estruturais para sua manutenção, o que pode levar a vieses que se refletirão na análise dos dados das diferentes regiões do país. Todavia, o quadro de risco atual do câncer no Brasil e suas tendências mostram relevância no âmbito da saúde pública e evidenciam a necessidade contínua de realização de pesquisas sobre o tema, as quais são essenciais para o desenvolvimento de políticas públicas de saúde adequadas que visem ao controle de câncer no país.
 

É importante destacar as medidas de prevenção da doença, que diagnosticada em seu início tem 95% de cura segundo especialistas. Atividades primárias como informações, campanhas continuadas, cobertura mais ampla de exames preventivos, como a mamografia e outros, instalação de política pública nos municípios principalmente os mais distanciados da centro urbano maior e prioritariamente o acompanhamento clínico.
 

A campanha do “OUTUBRO ROSA” tem um fundamento altamente significativo para difusão do problema, mas infelizmente ainda não se faz presente nas mais esquecidas partes das regiões norte e nordeste do nosso país. A doença não acontece em um determinado período do ano, ela é uma constante presença no dia a dia das mulheres e principalmente das com menos escolaridade e de poder aquisitivo menor.
 

O que esperamos é que haja mais sensibilidade por parte das autoridades municipais e que a sociedade civil entenda que pode contribuir para reverter essa triste estatística de mortalidade.

 

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