Aracaju, 24 de Abril de 2018

Coluna

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A Gente se Entende

Por Suely Buriasco

Treinamentos em resolução de conflitos e coaching para equipes, familiares e pessoais.
Aprenda a administrar conflitos e fortaleça suas relações!

 

Suely Buriasco é  consultora em Mediação Corporativa, Mediação de Conflitos e Coach, atuando nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Educadora graduada em Estudos Sociais e pós-graduada em Docência Superior e Mediação de Conflitos e MBA em Gestão Estratégica de Pessoas.  É articulista de jornais e sites, sempre abordando temas que incentivam o autoconhecimento e a busca pelo equilíbrio, harmonia e sabedoria. Possui dois livros publicados pela "Novo Século"Editora": Uma Fênix em Praga e Mediando Conflitos no relacionamento a dois.



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A exposição sem limites dos adolescentes nas redes sociais
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O assunto parece batido, mas vez ou outra somos surpreendidos com notícias que acabam indo parar nas páginas policiais envolvendo a exposição sem limites dos adolescentes nas redes sociais.


Quando os pais passam a ter controle sobre o que os filhos postam no Instagram, no Facebook, o Whatsapp, surge o Snapchat, rede social onde tudo o que é postado fica apenas 24 horas no ar, mas muitas vezes os usuários esquecem que seus amigos podem dar um "print" na imagem ou no vídeo e pronto, a exposição que era apenas para uma pessoa, ou um grupo de amigos, torna-se pública.


Novos casos em que adolescentes são expostos de maneira vexatória são constantemente noticiados, o que torna a questão séria e preocupante. Nos atendimentos que realizo, ou através das mensagens que recebo frequentemente, percebo que os conflitos entre pais e adolescentes geralmente se dão porque os pais não conseguem controlar o que os filhos fazem na internet, principalmente porque tudo isso se dá através dos smartphones, em redes sociais que eles nem têm conhecimento.

 

Na adolescência os jovens estão descobrindo a sexualidade de forma mais plena. O fácil acesso às redes sociais e a falta de maturidade para distinguir o que faz parte da vida privada e o que pode ser público causa grandes constrangimentos. Existem as chamadas “musas fitness” que fazem fotos sensuais, trabalham com isso, geralmente ganham quantias financeiras de marcas em troca da exposição do seu corpo e têm por trás marqueteiros e assessores que as ajudam a administrar a exposição. Tudo é calculado. Mas os adolescentes nem sempre se dão conta disso, seguem a tendência e postam fotos aleatoriamente, inspirados naquelas pessoas. Por isso a orientação dos pais e educadores é extremamente importante.
 

A preocupação com o tipo de diversão dos filhos deve ser uma constante nos pais e, nesse sentido, é importante incentivar brincadeiras típicas de sua idade. O problema para muitos pais é que isso dá muito trabalho. É preocupante a postura dos que dão o "brinquedo eletrônico" para que os filhos não "atrapalhem" as suas próprias atividades. Por falta de incentivo, muitas crianças trocam as brincadeiras por vídeos na internet, por exemplo, e acabam envolvidos em assuntos totalmente impróprios para a sua idade.
 

Muitos pais dizem que o problema está em não poder ficar muito tempo com os filhos por causa do excesso de trabalho, mas esse não é o ponto crucial. A qualidade do tempo juntos é que faz a diferença, estar próximo mesmo à distância, isso é, transmitir aos filhos segurança. Comentar notícias que se referem ao assunto e ouvir a opinião dos filhos sem críticas são medidas eficazes no sentido de esclarecer e orientar quanto os inconvenientes desse tipo de exposição.
 

Vivemos uma era em que a infância parece cada vez mais curta. Não há como conter a transformação geral que nossa sociedade vivencia e também não acho que esse seria o caminho. Por isso, acredito na educação como forma de conduzir os mais jovens para viverem com discernimento a realidade que se impõem. Esse tipo de educação deve começar na infância, incentivando crianças e jovens a refletirem sobre as consequências de determinados comportamentos e, sempre que necessário, aplicando a disciplina. Isso pode produzir bons efeitos.

Da forma mais natural possível, dizer a verdade com bom senso e tranquilidade, transmitindo segurança. Explicar conforme a criança vai demonstrando curiosidade, sendo sempre muito claro, inclusive em relação às responsabilidades que são inerentes ao sexo. É preciso que a criança entenda que a sexualidade faz parte da natureza humana, não há mal algum em expressá-la desde que de forma sadia e preservando a intimidade.

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