Aracaju, 12 de Dezembro de 2017

Astrologia

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Cibele Lemos  é jornalista e trabalha com a cartomancia há 20 anos em Aracaju. A descoberta e desenvolvimento de sua espiritualidade se deu quando estudante, período em que resolveu se aprofundar no universo da cultura cigana. Os atendimentos são realizados na Magia Cigana e o contato para consultas é pelo número 3042-1934.

14/03/2016
Mulher Cigana
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Enquanto o homem representa o esteio e o braço forte da família, a mulher significa o lado terno e de proteção espiritual dos lares ciganos. Ela quem desempenha um dos papéis mais importantes na estrutura da família, o de mãe.

 

Cabe às mulheres desde cedo cuidarem das tarefas do lar, tornando-o o mais aconchegante e confortável possível, seja o lar paterno, seja o seu próprio com o marido. As meninas ficam sempre ao redor da mãe auxiliando nos trabalhos de casa, ajudando a cuidar dos irmãos menores e aprendendo as tradições e costumes como execução da dança, a leitura das cartas e das mãos, a realização dos rituais e cerimônia, os preceitos religiosos.

 

A mulher cigana tem seu lado feminino marcadamente atraente, colorido e sensual. Aliás, quando pensamos em ciganos, a primeira imagem que nos vem à mente é a destas mulheres vestidas com roupas longas e cheias de cor, de cabelos escuros apanhados por lenços coloridos, muitas jóias ao redor do pescoço, dos punhos e argolas de ouro penduradas nas orelhas.

 

A mulher cigana deve saber cozinhar, cuidar da casa, dançar, dirigir as cerimônias e rituais e saber ler a sorte. Ela deve ser de preferência bonita, ter encantos e ser dotada de atrativos. Caso ela não reúna estes elementos terá pouco valor e talvez somente case se houver algum tipo de conveniência para o pai do noivo, como ter um pai influente, rico ou com poder de liderança.

 

A cigana se casa muito jovem, geralmente ao redor dos quinze anos e deve ser virgem, condição - aliás considerada fundamental para o matrimônio. A virgindade será avaliada pelas mulheres mais velhas, pelas mães dos noivos e pela matriarca do clã no dia do casamento, sendo a mãe da noiva festivamente cumprimentada caso a filha seja virgem como pede a tradição. Se a jovem, o que é muito raro, já tiver tido experiência sexual e não for virgem, será severamente castigada, o casamento desfeito e deverá haver reparação aos pais do noivo. Em razão de tão sérias conseqüências, as jovens ciganas se guardam de qualquer contato físico, não permitindo que um jovem ou um homem lhes encoste sequer a mão.

 

As mulheres casadas também são muito pudicas, não dando liberdade para que qualquer homem as toque ou faça qualquer demonstração de afeto físico. Até mesmo com seus maridos elas são bastante recatadas, em especial em público, pois, os ciganos temem os falatórios maldosos, as más línguas.

 

Apesar destas atitudes cautelosas tanto as jovens como as mulheres casadas são muito faceiras, insinuantes e provocantes, em particular quando dançam. Elas usam a dança como instrumento de sedução, além da função da dança propriamente dita, ou seja, diversão, demonstração de alegria e parte obrigatória das festividades. Festa de ciganos sem música e dança não é festa, e eles são muito festeiros, não perdendo nenhuma oportunidade de tocar seus violões, acordeons, violinos, cantar e dançar entusiasmadamente agitando pandeiros e batendo palmas, que acreditam ser uma forma de espantar a negatividade, abrindo espaço para a positividade.


 

(Rosaly Mariza Schepis)